É horrivel ter que ouvir sua voz diretamente pra mim. Olhei para todos os lados, não havia mais ninguem, estava escuro, e não tinha uma terceira pessoa na cena, parei e contei outra vez, um dois, eu e você. Com quem mais ele estaria falando? Não acreditei que poderia ser comigo... Ele chama meu nome em um tom suave que não era usado a um ano oito meses e vinte dias.
Nina? - Ele chama
Ainda não acreditando ser a unica pessoa lá alem dele, sera unica menina, e a uninca Nina... Pensei em não responder, seria tamanha grosseria? acho que não se compararia com as que ele ja cometeu. Respondi
Oi.. estou aqui (eu acho, eu espero) O que você quer?
Saber se você esta bem, não nos falamos a um ano e uns cinco meses... - Como ele poderia errar? Um ano oito meses e vinte dias.
Nina, falei a mim mesma, ele não se importa a quanto tempo não se falam, não se tocam não se sentem.
Para que? Você nunca se importou se eu estava bem? Você nunca se importou comigo, você nunca me amou realmente- Respodi em um tom grosso, até demais.
Sempre me importei, sempre a amei, nunca demonstrei- Disse ele saindo pela porta que nos trancava em quatro paredes.
Chegando em casa com o coração vazio o telefone toca. Ele morreu.
Dentro de mim exatamente a um ano oito meses e vinte dias.
Nenhum comentário:
Postar um comentário