domingo, 11 de julho de 2010

Mudanças


Algumas vezes paro para pensar sobre mudanças sobre futuro, sobre a vida, e vejo que é a maior das maiores idiotices te esperar, para que esperar alguem que nunca vai chegar? É como esperar um morto porem o morto eu não vejo, morto não me atinge com palavras, não me toca com olhares não me lembra o passado com sorrisos, o morto simplesmente não existe mais, o morto acabou, o morto sumiu, e talvez seja isso que eu preferia, que nossas história tenha um fim como um morto tem, que nossa história tenha um ponto final, e que seja brusco, como o jeito que você me olha. Eu queria ouvir que nossa história acabou por você não ficar sabendo por outra pessoa, pois até então eu juro que tinha esperanças de ter alguma coisa, tinha esperanças que do dia para a noite você cansase dela como uma menina cansa de sua boneca, como um garoto cansa de seu carrinho. Mas não um choque de realidade ainda não foi o bastante para me mostrar que ACABOU, e que NUNCA mais vai voltar que não adianta sonhar, não adianta querer, NÃO vai voltar. Talvez, sim talvez algum dia a gente volte a ser amigos, talvez algum dia a gente volte a se amar, como uma menina que esqueceu sua boneca sente saudades dela e a pega de volta, mas logo depois cansa de novo, e a joga em um canto, como um menino volta a gastar as rodas de seu carrinho não por mais de 10 minutos, ele cansa de novo e o joga de lado, em uma pilha de memórias antigas, abraços suados, olhares eternos, beijos inacabaveis. O menino crese, e a menina também, talvez algum dia arrumando seus brinquedos de infancia ele encontre o carrinho que já tanto amou, e já odiou como se nunca fosse acabar. Talvez ele nunca ache esse carrinho, talvez só restara a lembrança que com o tempo será apagada pois não fara sentido, nada que fazemos agora fara sentido. Talvez a menina escontre com a vida a boneca que tanto amou um dia, olhe bem no forro dela, olhe entro dos olhos verdes de sua boneca, olhe para seus vestidinho, e não sinta absolutamente nada por ela, nem saudades nem nada, apenas olhe a boneca e sorria, pois sera impossivel ela falar algum dia que essa boneca nunca fez parte da vida dela, que essa boneca não a fez crescer. Essa boneca mudo-a demais, essa boneca trasformo a menina em uma garota muito mais esperta e com mais conhecimento na vida. Talvez essa menina lembre que chorou quando a amiga robou a boneca dela, como o menino talvez tenha lembrado da ocasião que seu amigo pisou em seu carrinho, e com todo carinho ele o recontruiu. Por favor me reconstrua, estou em pedaços, e não acho o proximo.

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